CRÍTICA | SP
Limão e Brasa
Três estrelas (bom)
R. Guaipá, 1.017, Vila Leopoldina, região oeste. @limaoebrasa
Também de arroz com feijão vive a crítica de restaurantes. Por isso, vira e mexe saio em busca de um bom almoço executivo para trazer para este espaço. Depois de ver a indicação de amigos, decidi conhecer o Limão e Brasa, casa voltada a preparos na churrasqueira a carvão.
Chamou a atenção o fato de o bar estar localizado na Vila Leopoldina, bairro ainda carente de opções interessantes para comer. No dia da visita, uma quinta-feira fria e chuvosa, o lugar não estava cheio, mas bem movimentado.

Porção de pastéis, opção de entrada do bar Limão e Brasa
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Priscila Pastre/Folhapress
Foram entregues dois cardápios: um com petiscos, hambúrguer, salada e opções de carne e peixe na brasa para compartilhar, e outro com os pratos do dia. Estava determinada a provar o menu-executivo, que é oferecido de segunda a sexta. Antes, porém, decidimos provar a porção de pastéis (R$ 34, quatro unidades).
Chegaram bonitos, bem recheados e sequinhos, num tamanho ótimo: nem pequenos nem grandes demais. Eram dois de carne e dois de queijo. Básicos, com o sabor bem na linha de pastel de feira, combinaram com o saboroso molho de pimenta da casa.
No cardápio de pratos executivos, o cliente pode escolher uma carne e três acompanhamentos. A saladinha nem precisa ser pedida, ela faz parte desse pequeno combo e chega um pouquinho antes, levemente temperada.

Prato executivo de arroz, fraldinha e batatas fritas do bar Limão e Brasa
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Priscila Pastre/Folhapress
Tudo vem em pratos ou potes separados e, a depender do número de pessoas à mesa, a dinâmica fica um tanto confusa. Aconteceu comigo. Estávamos em três pessoas, e só no final nos demos conta de que os legumes na brasa que tínhamos pedido para acompanhar a fraldinha com arroz de brócolis e polenta frita nunca chegaram.
Apesar da falta dos legumes, foi a melhor combinação do almoço. A carne estava no ponto pedido, o arroz veio bem “brocoludo” e a polenta frita chegou como deve ser: crocante por fora e macia, quase cremosa, por dentro.
Outro pedido foi a toscana na brasa com arroz biro-biro, feijão e fritas (R$ 36). À linguiça faltava suculência, e ao arroz faltava o biro-biro (batata palha demais para ovo e bacon de menos). A batata frita não brilhou, mas passou. O feijão não veio, mas essa falta eu percebi em tempo e avisei o garçom, que se desculpou e resolveu.
A criança pediu o peixe do dia (R$ 69) acompanhado de arroz branco, feijão e batata frita. Já de saída vale apontar o mérito de este prato fugir da tilápia, que costuma dominar os pê-efes da cidade. Era um ótimo pargo. Preparado na brasa, chegou fresco e com um defumado acentuado, mas prazeroso. O arroz era soltinho. E o feijão estava bom, com o grão bem cozido e temperado.
Só depois que fizemos os pedidos me dei conta de que o outro cardápio tinha a opção de prato kids. Não que fôssemos pedir —a criança em questão come como adulto, e ficaria com fome com 100 g de carne, frango ou peixe acompanhado de porções contidas. Mas era papel do atendente avisar sobre o combo infantil, bem mais em conta (R$ 34).
A sobremesa não está incluída no menu-executivo, então pedimos à parte. Fomos de pudim (R$ 19). Gostoso, mas só peça se gostar da versão com furinhos e de uma calda mais fluida que espessa.
O ambiente é agradável, e o balcão da cozinha que dá para o salão é bonito. Há ajustes a fazer, o que é compreensível para uma casa que abriu em março deste ano. Para quem mora ou trabalha na região, certamente é um lugar para colocar no radar.

Prato de pudim, sobremesa tradicional listada no cardápio do bar Limão e Brasa
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Priscila Pastre/Folhapress

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